top of page

Abstinência sexual é um bom método de prevenção da gravidez na adolescência?

  • Foto do escritor: Gabriel Marcus
    Gabriel Marcus
  • 10 de ago. de 2021
  • 2 min de leitura

A abstinência sexual voltou a ser tema de debate no Brasil em fevereiro deste ano, quando o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, lançou uma campanha de prevenção de gravidez na adolescência.


A campanha, intitulada “Adolescência primeiro, Gravidez depois” propunha justamente o incentivo aos adolescentes da abstinência como método de combate à gravidez precoce.


Porém, à época, diversos órgãos se manifestaram contrários à promoção desse método.


A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), por exemplo, defendeu que diversas instituições científicas internacionais “apontam graves falhas científicas e éticas da abordagem para abstinência sexual exclusiva”.


A Defensoria Pública da União (DPU), antes mesmo do lançamento da campanha, recomendou que ela não fosse à frente, já que “não há evidências que comprovem a eficácia da abstinência como método de prevenção à gravidez”.


Os defensores também criticaram o fato de não serem promovidos pela campanha métodos conhecidos de prevenção, como o uso de preservativos.


Outra organização a questionar à campanha federal foi a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.


A FEBRASGO apontou outras falhas na estratégia da campanha, como a “exclusão de medidas eficazes para prevenir a gestação entre as adolescentes que já são sexualmente ativas e o fato de desconsiderar os múltiplos fatores que levam uma adolescente a engravidar precocemente”.


A entidade defendeu a adoção de “múltiplas estratégias orientadas para a educação das meninas e focadas em populações mais marginalizadas e mais vulneráveis, nas quais o risco de engravidar durante a adolescência é maior”, além da necessidade de se “compartilhar a responsabilidade com adolescentes do sexo masculino”.


Após essas considerações, parece muito mais eficiente a adoção da educação sexual de adolescentes como estratégia de prevenção da gravidez na adolescência.

Já a promoção da abstinência, como afirmam as autoridades, não possui embasamento científico apoiando sua eficácia.


*publicado originalmente em (https://www.instagram.com/p/CDzcg_zpTyI/)

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


Post: Blog2 Post
  • LinkedIn

©2021 por Gabriel Lobo. Criado com Wix.com

bottom of page